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27 de setembro de 2008

Eu sempre vou ao teatro, sempre respiro teatro, vivo teatro, bebo teatro, durmo teatro, mijo ... tá, chega de exemplos.
Mas NA-DA se compara a ontem.
Fui assistir uma peça chamada 'café com queijo' da LUME, fui convicto de que seria uma peça boa, é, quem sabe até que legal ou então divertida.
Quando deu o horário e já podíamos entrar, comecei a ficar maravilhado dali mesmo, a área era delimitada por uma imenso pano feito de retalhos, que representavam as paredes, mas ao sair do espetáculo teve outro significado. O espetáculo começou, eram duas atrizes e dois atores que representavam idosos, idosos que eles conheceram durante o processo de criação da peça, pelas andanças no interior do Brasil. Em cada momento eles representavam uma pessoa diferente, chegando a dezenas de personagens. O espetáculo, sim não uma mera peça, mas um espetáculo, quando ele de seu por acabado, claro, depois de muita música, muita luz, muitos risos, e ... e choro, é muitas pessoas choraram. No último momento, deu-se um blackout e os atores saíram de cena, deixando espalhado vários retratos de idosos, idosos que os ajudaram a montar o espetáculo, como dito anteriormente os idosos que eles conheceram no processo de montagem.
Os atores entraram novamente no espaço, e foram lambuzados de palmas e então o inesperado acontece: eles nos convidam a tomar café com queijo na sala ao lado.
Daí descobri que o nome da peça 'café com queijo' é esse porque uma senhora os serviu café com queijo, uma senhora do interior de Tocantins. Estava lá, três colheres pequenas de queijo e completava o copo com café. Mas não, resolvi não tentar experimentar essa iguaria, quem sabe em casa, lugar onde eu posso sair correndo da sala e cuspir tudo na pia, quem sabe. A única coisa que eu sei, ou melhor ainda não sei é como fechar uma garrafona térmica, todos pegaram o copo, abriram a torneirinha, colocaram café e a fecharam, mas eu não, não consegui, por mais que girava e estalava, mas saia café e teve momentos de alto suspense quando a torneirinha ameaçou fechar e não fechou, senão fosse a Fernanda, tudo teria ido por café abaixo e eu sairia super constrangido do espetáculo.
Foi bom, eu recomendo.


Ah, dando uma última olhada no post vi que esqueci de dizer o porque (pelo menos ao meu ver) do pano gigante de retalhos, pelo que eu percebi o pano de retalhos significa a história, a história que foi feita por digamos 'remendos' de várias histórias que eles aprenderam enquanto montavam a peça, é isso.

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